Greve da CPTM paralisa linhas e afeta milhares de passageiros em São Paulo
A cidade de São Paulo amanheceu nesta terça-feira (4) com uma paralisação significativa no transporte ferroviário. Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve após assembleia realizada na noite anterior, interrompendo a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A medida não tem prazo para terminar e já causa transtornos para milhares de pessoas que dependem diariamente dos trens para se deslocar.
O motivo central da greve é a insatisfação com o processo de privatização das linhas, que passariam a ser administradas pela concessionária Trivia Trens. Os funcionários exigem garantias de manutenção dos empregos e melhores condições de negociação, alegando que a transição pode comprometer a qualidade e a segurança do serviço.
O governo estadual classificou a paralisação como prejudicial à população e afirmou que o movimento “usa os passageiros como instrumento de pressão política”. Para tentar reduzir os impactos, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que 80% do efetivo seja mantido nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento.
Enquanto isso, outras linhas da CPTM e todo o sistema metroviário seguem funcionando normalmente, como as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa. Para aliviar os transtornos, a Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos, permitindo maior circulação de carros na cidade.
A greve acontece em meio a um cenário de instabilidade: recentemente, um incêndio em um vagão levou o governo a devolver temporariamente a operação à CPTM por 90 dias, após falhas registradas nos primeiros dias de gestão da concessionária. Esse histórico reforça a preocupação dos trabalhadores e passageiros quanto à segurança e à qualidade do serviço.
Se a paralisação se prolongar, o impacto pode se tornar ainda mais severo, atingindo especialmente estudantes e trabalhadores que dependem das linhas paradas para chegar ao trabalho ou à escola.













