Decisão política após episódio de violência em Contagem
O Partido Liberal (PL) de Minas Gerais decidiu impedir a candidatura da pastora Renata Vieira, após ela ser flagrada em vídeo agredindo um entregador em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O episódio, ocorrido em julho de 2026, ganhou ampla repercussão e levou a legenda a abrir investigação interna no Conselho de Ética.
Segundo as imagens, a pastora aparece desferindo tapas, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal com o trabalhador durante a entrega de um sofá. Renata alegou ter sido agredida primeiro e afirmou que o caso teria motivação política, por ser reconhecida como pré-candidata ligada ao bolsonarismo. O entregador, por sua vez, negou qualquer motivação política e disse que a discussão começou apenas por causa da entrega.
O PL divulgou nota oficial informando que não compactua com violência e que a decisão de barrar a candidatura foi política, não disciplinar. Ainda assim, o Conselho de Ética abriu processo para apurar infração partidária, que pode resultar em advertência, suspensão ou até exclusão da pastora.
Na esfera judicial, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) negou o pedido de liminar feito por Renata Vieira para obrigar o partido a incluí-la na chapa. O juiz responsável destacou que filiados têm direito de participar das convenções, mas não de serem escolhidos candidatos.
Renata reagiu afirmando ser vítima de “violência política” e chegou a dizer que o episódio foi uma “cilada de Satanás”. Ela apresentou hematomas, passou por atendimento médico e realizou exame de corpo de delito.
O caso segue em investigação policial e trouxe impacto político imediato, reforçando debates sobre ética e conduta de pré-candidatos dentro dos partidos.












