Problema atinge diversas cidades da região durante o feriado de Natal e gera indignação
Moradores de diferentes municípios do Alto Tietê, como Suzano, Mogi das Cruzes e Guararema, relataram sérios transtornos devido à falta de água durante os últimos dias de dezembro. O problema ocorreu justamente em meio a uma forte onda de calor, com temperaturas acima dos 30 °C, o que intensificou a insatisfação da população.
Em Suzano, famílias passaram o feriado de Natal sem água nas torneiras. Em alguns casos, moradores precisaram improvisar, utilizando água de piscina para dar descarga. Em Mogi das Cruzes, a situação também foi crítica: em um condomínio de alto padrão no bairro Cidade Parquelândia, a empresária Lucélia Prudêncio mostrou a louça da ceia de Natal acumulada na pia, sem condições de ser lavada por causa da interrupção no abastecimento.
Os relatos se multiplicaram nas redes sociais e em grupos comunitários, com moradores denunciando o descaso no fornecimento de um serviço essencial. Muitos afirmaram que o problema não é pontual, mas vem se repetindo em diferentes bairros da região, especialmente em períodos de maior consumo.
A concessionária responsável pelo abastecimento informou que a alta demanda durante os dias de calor intenso teria provocado instabilidade na rede. No entanto, moradores contestam essa justificativa, alegando que a falta de planejamento e manutenção adequada contribui para os constantes episódios de torneiras secas.
Além do impacto direto na rotina doméstica, como higiene pessoal e preparo de alimentos, a falta de água também afetou pequenos comércios e restaurantes, que tiveram dificuldades para atender clientes durante o período festivo.
O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e maior transparência na comunicação com os consumidores. Autoridades locais afirmaram que estão acompanhando a situação e cobrando explicações da empresa responsável pelo abastecimento.
A crise hídrica no Alto Tietê, em pleno verão e em datas festivas, expôs a vulnerabilidade da população diante da escassez de um recurso básico. Moradores seguem aguardando soluções efetivas para evitar que episódios semelhantes se repitam nos próximos meses.

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