quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

BRASILEIROS EM MASSA RUMO AO PARAGUAI: MIGRAÇÃO ECONÔMICA E RESIDÊNCIA EM ALTA


Movimento crescente de brasileiros em direção ao país vizinho é impulsionado por fatores econômicos, tributários e busca por estabilidade financeira e qualidade de vida.


O Paraguai se consolidou, nos últimos anos, como um dos principais destinos de brasileiros que decidem viver, investir ou empreender fora do país. Em 2025 e na projeção para 2026, o fluxo migratório ganhou intensidade, chamando a atenção de autoridades e especialistas em mobilidade internacional. O número de pedidos de residência por parte de brasileiros aumentou significativamente, colocando o Brasil no topo das nacionalidades que mais solicitam regularização no território paraguaio.


Dados recentes indicam que dezenas de milhares de brasileiros formalizaram pedidos de residência apenas no último ano, representando uma alta expressiva em comparação com períodos anteriores. O crescimento é atribuído, principalmente, à combinação de vantagens fiscais, menor burocracia e custos operacionais mais baixos oferecidos pelo Paraguai.


Entre os principais atrativos está o sistema tributário mais enxuto. O país vizinho mantém impostos reduzidos para pessoas físicas e jurídicas, além de regimes específicos voltados à indústria e exportação, que permitem significativa redução de custos. Esse cenário tem estimulado empresários brasileiros a transferirem parte de suas operações para cidades paraguaias, especialmente nas regiões próximas à fronteira.


O setor industrial é um dos que mais têm protagonizado essa movimentação. Empresas buscam o Paraguai para aproveitar incentivos voltados à produção destinada à exportação, com carga tributária simplificada e energia elétrica mais barata. O resultado é uma migração não apenas de pessoas, mas também de capital produtivo.


Além do ambiente empresarial favorável, o custo de vida mais baixo também pesa na decisão de famílias brasileiras. Moradia, alimentação, serviços e mensalidades escolares apresentam valores mais acessíveis quando comparados a grandes centros urbanos do Brasil. Para trabalhadores autônomos, profissionais liberais e aposentados, essa diferença pode representar maior poder de compra e estabilidade financeira.


O perfil dos migrantes é variado. Há investidores em busca de expansão internacional, jovens estudantes interessados em cursos universitários, profissionais liberais que trabalham remotamente e famílias que optam por recomeçar em um ambiente considerado mais previsível economicamente. Cidades como Ciudad del Este, Assunção e municípios fronteiriços concentram boa parte dessa comunidade brasileira.


Especialistas avaliam que o movimento não configura um êxodo generalizado, mas sim uma migração estratégica, motivada por fatores econômicos concretos. A tendência para 2026 indica continuidade desse fluxo, sobretudo se persistirem diferenças significativas entre os ambientes tributários e regulatórios dos dois países.


A intensificação da presença brasileira no Paraguai também reforça a integração regional no Mercosul, ampliando relações comerciais, culturais e sociais entre as duas nações. Ao mesmo tempo, levanta debates sobre competitividade econômica, políticas fiscais e estratégias de desenvolvimento no cenário sul-americano.


O fenômeno, ainda em expansão, revela uma mudança importante no comportamento migratório de brasileiros: cada vez mais atentos a oportunidades fora das fronteiras nacionais e dispostos a buscar novos caminhos para estabilidade e crescimento.


 

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