sexta-feira, 10 de abril de 2026

PM QUE MATOU MULHER NA ZONA LESTE DE SP ERA ESTAGIÁRIA


Soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, estava em estágio supervisionado há três meses e disparou contra Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem considerada irregular.

A morte de Thawanna da Silva Salmázio, ocorrida na madrugada de 3 de abril em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, trouxe à tona falhas graves na atuação da Polícia Militar. A vítima caminhava com o marido quando o retrovisor da viatura atingiu seu braço. A discussão que se seguiu escalou rapidamente: houve xingamentos, agressões verbais e, em seguida, a intervenção da soldado Yasmin Cursino Ferreira, que disparou contra Thawanna.


Yasmin, de apenas 21 anos, havia ingressado na corporação em 2024 e estava em estágio supervisionado, patrulhando as ruas havia cerca de três meses. No momento da ocorrência, não utilizava câmera corporal — o registro foi feito pelo colega de farda, Weden Silva Soares. As imagens mostram que Thawanna não iniciou a briga nem encostou no retrovisor, contrariando a versão oficial de que o casal apresentava sinais de embriaguez e teria agredido os policiais.


A vítima foi socorrida ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu. O caso gerou forte repercussão: moradores da região realizaram protestos e especialistas apontaram abuso desde o início da abordagem, comparando o episódio a outros casos históricos de violência policial no estado.


O Ministério Público de São Paulo instaurou investigação e os dois policiais foram afastados das atividades operacionais. A morte de Thawanna reacende o debate sobre protocolos de segurança, uso desproporcional da força e a vulnerabilidade de moradores das periferias diante da violência policial.


 

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