Decisão transforma prisão temporária em preventiva e mantém MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o criador da página Choquei atrás das grades, acusados de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em atividades ilegais.
A Justiça Federal em Santos aceitou o pedido da Polícia Federal e converteu em preventiva a prisão de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, fundador da página Choquei. Os três são investigados por participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que envolvia rifas digitais, apostas ilegais, tráfico internacional de drogas e uso de empresas de fachada para mascarar receitas.
Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de contas bancárias, criptomoedas e remessas ao exterior. Documentos obtidos no iCloud de Rodrigo Morgado, contador apontado como operador financeiro da quadrilha, revelaram a estrutura usada para ocultar valores e misturar ganhos lícitos com recursos ilícitos.
Durante a operação, foram apreendidos carros de luxo, joias, relógios e até um colar com a imagem de Pablo Escobar. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,63 bilhão em bens e criptomoedas em corretoras como Binance, Coinbase e Mercado Bitcoin.
As defesas dos investigados afirmam que não há provas de irregularidades e que recorrerão da decisão. Para os advogados, a prisão preventiva é desproporcional e carece de fundamentação individualizada.
Com a decisão, 36 pessoas seguem presas preventivamente e outras três cumprem prisão domiciliar. A medida foi justificada pelo risco de continuidade das atividades criminosas e pela possibilidade de destruição de provas.




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