A Polícia Civil de Minas Gerais
Concluiu a investigação sobre o episódio envolvendo a pastora Renata Kelly Rocha Vieira, que foi filmada agredindo um entregador em Contagem. Segundo o inquérito, ela iniciou as agressões e foi indiciada por três crimes: lesão corporal, difamação e injúria.
O caso ocorreu em 16 de julho, no bairro Cabral. As imagens mostram a pastora desferindo tapas no rosto do trabalhador, mordendo sua perna e ainda tentando atingi-lo com uma pedra. Testemunhas confirmaram que o entregador não reagiu e apenas tentou se afastar.
Além da violência física, Renata Kelly utilizou suas redes sociais para atacar o entregador, chamando-o de “bandido”, “vagabundo” e “canalha”, além de fazer comentários sobre sua orientação sexual. A polícia considerou essas publicações como parte dos crimes de difamação e injúria.
O episódio teve repercussão política. O PL de Minas Gerais decidiu não registrar a candidatura da pastora a deputada estadual, afirmando que não compactua com violência ou condutas incompatíveis com seus princípios.
A defesa da pastora alegou legítima defesa e perseguição política, mas os vídeos e depoimentos contradizem essa versão. Agora, o caso segue para a Justiça, que poderá aplicar pena entre 1 ano e 3 meses e até 5 anos e 6 meses de prisão, além de multa.
Esse episódio evidencia como violência urbana, difamação nas redes sociais e responsabilidade política se entrelaçam em situações de grande repercussão pública.






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