Advogados solicitam liberação para procedimento no ombro direito do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária desde março
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que seja autorizada a realização de uma cirurgia no ombro direito. O procedimento, indicado por especialistas, está previsto para os dias 24 ou 25 de abril e tem como objetivo reparar o manguito rotador e lesões associadas. Os advogados solicitaram que a autorização inclua todas as etapas do tratamento, desde os preparativos até a reabilitação pós-operatória, e pediram que o caso seja analisado com urgência devido à natureza médica da situação.
Bolsonaro, de 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março, benefício concedido pelo ministro Alexandre de Moraes em razão de seu estado de saúde. A medida tem prazo inicial de 90 dias. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, mas relatórios médicos enviados ao STF apontam melhora clínica após um quadro de pneumonia bilateral. Segundo os documentos, houve evolução positiva nos sistemas pulmonar e digestivo, com redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico.
Apesar da melhora geral, o laudo ortopédico indica que Bolsonaro continua apresentando dores noturnas e limitações funcionais no ombro direito. Exames físicos e de imagem confirmaram uma lesão de alto grau, considerada refratária ao tratamento fisioterápico. Diante disso, os médicos recomendaram a cirurgia por via artroscópica, considerada minimamente invasiva.
Atualmente, a rotina de Bolsonaro inclui dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora, além de acompanhamento para controle da pressão arterial. A defesa argumenta que, diante da melhora clínica e da persistência da lesão ortopédica, o ex-presidente está apto para a realização da cirurgia e que o procedimento é indispensável para sua recuperação funcional.
O pedido agora aguarda análise do Supremo Tribunal Federal, que deverá decidir se autoriza ou não a intervenção médica dentro do período de prisão domiciliar humanitária.




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